terça-feira, 25 de março de 2008

Escola, Escola Quem és tu!

Escola deveria ser o local preferencial de aprendizagem, onde valores e padrões deveriam ser transmitidos aos alunos.

A escola não se pode nem deve transformar-se no local onde se põe os filhos de manhã e se os vai buscar ao final da tarde.

Criar turmas homogéneas de alunos «repetentes», as ditas turmas dos supletivos, sem uma planificação e uma organização própria é um risco, pois que a escola ao aceitar alunos repetentes fora da sua área geográfica, vai deparar-se logo com a resistência desses alunos a qualquer transmissão de conhecimentos que possa levar à aprendizagem.

O caso vindo a público e retratado no YouTube, publicitado em todas as televisões, tira-nos do sério, para achar que tudo não passou de uma acção intempestiva de ambas as partes, da professora e da aluna, ou da aluna e da professora. Senão vejamos; a professora em causa incomodou-se com aquele telemóvel específico, porém esqueceu-se que naquela sala de aula, existiam outros telemóveis, e que esses telemóveis estariam postos em acção para proceder à gravação de algum acontecimento extraordinário que se passasse na sala de aula.

E o facto, é que se passou e passou-se da pior forma, ou seja, a professora entrou numa dança com a aluna, no sentido de lhe tirar o telemóvel.

Fica uma questão por responder, o que terá incomodado a professora, o som, as mensagens, ou talvez o mais óbvio o telemóvel ser tecnologicamente superior ao que possui?

1 comentário:

António Correia Nunes disse...

Conheço alguns professores que depois de terem estado destacados nas Direcções Regionais de Educação e nos Sindicatos, foram recentemente obrigados a regressar à Escola. Alguns deles não aguentaram o stress provocado pelas exigências de uma função docente pós-modernista, que tem que gerir muitas diferenças e um clima de sala de aula turbulento e agressivo. No fim de contas a sala de aula é um micro-cosmos da Sociedade. Ser professor nos tempos que correm não é fácil, mas continua a ser fascinante e aliciante...Qual é o contributo dos psicólofgos escolares para essa nobre missão?